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Quem tem indicação para cirurgia de redução de estômago?
Ilda - 35 anos - RS
Embora existam algumas exceções, os critérios seguintes devem ser preenchidos para uma
indicação segura da cirurgia bariátrica:
1. Tentativas prévias sem sucesso de perda de peso através de tratamento médico ou nutricional bem conduzidos;
2. Ausência de outros problemas médicos que tornem a cirurgia de alto risco;
3. Ter pelo menos 45 quilos acima do peso considerado ideal;
4. Índice de massa corpórea de 35-40, associado a doenças relacionadas a
obesidade (p.ex. hipertensão, diabetes etc.);
5. Índice de massa corpórea de 40 ou mais;
6.Pacientes submetidos a outros procedimentos cirúrgicos para obesidade,
sem obter efeito desejado.
Conheço pessoas que voltaram a engordar depois de uma cirurgia de redução de estômago, isso é possível?
Mauro- 32 anos - RJ
Tanto e possível como acontece com grande facilidade, e é importante neste momento lembrarmos que com esta cirurgia a pessoa não poderia mais comer o que quiser e na quantidade que quiser ( este é o preço a ser pago ), devido a isso o candidato tem que ter um aporte psicológico antes e depois da cirurgia.
De nada adianta fazer esta cirurgia e continuar com a cabeça de gordo, ele ganhará peso novamente, pois vai tomar latas e latas de leite condensado.
Esta cirurgia não deve ser feita por aquele que não estiver certo que está disposto a pagar este preço, e quem pode ajudar a resolver e dar o sinal verde é somente o psicólogo que o estiver acompanhando.
Depois da cirurgia de redução de estômago é necessário fazer uma cirurgia plástica?
Regina Célia – 42 anos – SC
Muitos pacientes depois de perder peso ficam com sobra de pele.
É impossível predizer a quantia de pele pendente que se desenvolverá. Isto
depende principalmente da idade e a elasticidade natural da pele. Para pacientes
com bastante pele pendente a opção é a cirurgia plástica.
Em geral, estes procedimentos não são executados antes de um ano após a cirurgia.
As cirurgias mais freqüentemente necessárias são a abdominoplastia,
reduções do braço e coxas ou mesmo lipoaspiração.
Por que emagrecer e tornar-se magro torna-se uma tarefa tão difícil?
Maria Antonia – 21 anos – MT
Porque engordar, emagrecer, manter o peso depende diretamente de como você está se sentindo do ponto de vista emocional, existe a necessidade de aprendermos a perceber, identificar e lidar com as emoções que levam ao impulso de comer, este é o melhor caminho para chegar ao emagrecimento e, principalmente, manter-se magro.
Muitas das vezes em que nos alimentamos, o fazemos por outras razões, que não a fome.
Comemos para:
Passar o tempo; Condicionamento (é hora da refeição); Cansaço; Ansiedade; Raiva; Tristeza;
Frustração; Por vontade de mastigar algo; Para acompanhar parentes ou amigos, etc.
Portanto, pode-se ver que o ato de comer tem, em muitas ocasiões, um sentido muito maior do que o simples ato de comer. Daí a importância de um tratamento que não veja a alimentação como um comportamento simples e fácil de ser mudado, e sim, como um sistema profundo e complexo.
É verdade que existe fome física e emocional? E como posso distinguir uma da outra?
Elisangela – 18 anos – RJ
Na Fome física, ou do estômago, é a fome fisiológica, nossa necessidade de reabastecimento, é a fome que sustenta a vida. A Fome emocional, ou psicológica, é a fome que não tem ligação com a sustentação da vida. Implica em comer "apenas por que a comida está lá"; "porque alguém se preocupou em prepará-la"; "porque paguei pela comida", "porque tenho pena de jogar fora"; "porque me sinto ansioso"; "porque estou triste, frustrado, feliz, etc...". Por fim, a fome emocional é a que nos faz comer mais e mais, apesar de já estarmos satisfeitos ou até passando mal. É ela que nos faz engordar.
Para ajudar em seu emagrecimento é essencial aprender a reconhecer a diferença entre fome física e fome psicológica, e passar a comer apenas pela fome do estômago. Geralmente as pessoas compulsivas alimentares comem pela fome emocional e por isso engordam. Se sua mão, ou sua mente, movem-se em busca de comida quando você não está com fome, você é uma pessoa que tem fome psicológica, para isso não mais acontecer, cada vez que quiser comer, deve-se perguntar: "Estou com fome?"
Por mais simples que pareça essa pergunta, para as pessoas compulsivas, ela é muito complexa, pois, em geral, a última coisa em que pensam quando procuram comida é na fome.
Muitas vezes, a sensação de fome do estômago significa para as pessoas que passaram muita privação na vida (principalmente as que já passaram e passam por dietas proibitivas) uma lembrança dos tempos ruins. Não conseguem sentir fome sem lembrar de todas as outras emoções que sempre acompanharam essa sensação.
Quais os tipos de adoçantes que existem?
Maria do Rosário – 36 anos - RJ
Os tipos de adoçantes que existem são os seguintes:
ASPARTAME
Esse é uma adoçante artificial feito de dois aminoácidos, o ácido aspártico e a fenilalanina. Assim como o açúcar comum, cada grama de aspartame equivale a 4 calorias. Porém ele adoça 200 vezes mais. Isso quer dizer que você usa muito menos aspartame do que açúcar para dar sabor doce aos alimentos, economizando muitas calorias. Outras vantagens: o aspartame não deixa o gosto amargo na boca, não provoca cáries, nem câncer. O único inconveniente é que ele não pode ser usado por pessoas sensíveis à fenilalanina, ou seja, os fenilcetonúricos. Também não pode ser usado em receitas que são levadas a altas temperaturas, pois perde o seu poder adoçante. Porém não sofre nenhuma alteração quando aquecido levemente, por exemplo, no preparo de gelatinas ou achocolatados.
ESTEVIOSÍDEO
É um adoçante natural extraído da folha Stevia rebaudiana, muito usada no Japão para realçar o sabor dos alimentos. É 300 vezes mais doce do que o açúcar e pode ser consumido à vontade, pois não é calórico e não provoca cáries. Nos produtos, costuma vir misturado com a sacarina.
ACESULFAME – K
Esse adoçante artificial é 200 vezes mais doce que o açúcar. Ainda tem a vantagem de não deixar sabor amargo ou metálico na boca. O acesulfame – k não fornece nenhum tipo de caloria e é muito usado nos países cujas restrições aos adoçantes artificiais são severas. Por ser uma substância estável, é ideal para ser usada em receitas que precisam ser levadas à altas temperaturas.
SACARINA
O mais antigo adoçante artificial, a sacarina adoça de 300 a 700 vezes mais que o açúcar e não contém caloria. Mas nem tudo é positivo: No Brasil, o uso da sacarina é liberado. Por uma questão de segurança, não consuma mais do que a dose diária recomendada pelo fabricante. Essa informação deve estar no rótulo de todos os produtos que utilizam a sacarina em suas composições.
SORBITOL
Da mesma família do açúcar e da frutose, o sorbitol é uma substância natural encontrada em frutas como ameixa, maçã, pêssego e cereja. O seu poder adoçante é inferior ao do açúcar (50% menos doce) e o valor calórico é o mesmo. A vantagem está em não provocar cáries e não elevar o nível de glicose no sangue. O sorbitol é ideal para substituir o açúcar nos bolos e coberturas, já que se mantém estável em altas temperaturas, além de dar corpo às receitas.
FRUTOSE
Esse é um tipo de açúcar extraído das frutas doces, dos vegetais e do mel de abelhas. A frutose é menos engordativa e não provoca cáries como os outros açúcares naturais. Além disso, essa substância adoça uma vez e meia a mais, sendo necessário uma quantidade bem menor do produto para dar sabor doce aos alimentos.
CICLAMATO DE SÓDIO
O ciclamato de sódio é um adoçante artificial 35 vezes mais doce do que o açúcar. E melhor: o seu valor calórico é zero. Ele aparece na composição dos produtos em quatro diferentes formas: ácido ciclâmico, ciclamato de cálcio, ciclamato de sódio e ciclamato de potássio. É um adoçante mais estável que o aspartame e a sacarina. Por isso, pode ser levado a altas temperaturas. Mas as vantagens param por ai. Ele deixa um gosto muito amargo na boca. Pior: em 1970 o consumo do ciclamato foi proibido, pois existia a suspeita do efeito cumulativo provocar câncer. Por falta de conclusões científicas, essa substância foi liberada recentemente em mais de cinqüenta países, inclusive no Brasil. Os americanos preferiram manter a sua proibição. Na dúvida é melhor você não vacilar, fique atento ao rótulo e jamais ultrapasse a dose diária máxima recomendada pelo fabricante.
SUCRALOSE
Adoçante derivado d açúcar (sacarose) que, através de um processo de cinco etapas, substitui seletivamente três grupos de hidroxilas da molécula de açúcar (sacarose) por três átomos de cloro. O resultado é um adoçante excepcionalmente estável que mantém o sabor do açúcar sem suas calorias.
Esse adoçante mantém seu sabor original, inclusive ao ser exposto a altas temperaturas. Seu poder edulcorante equivale aproximadamente a 600 vezes ao da sacarose. A sucralose não tem calorias mesmo que o consumido numa quantidade maior que o normal. Como não apresenta resíduos não induz a formação de cáries.
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